Ouvido e audição

Perda auditiva: sinais, causas e tratamento

Muitas vezes a perda auditiva se instala aos poucos, sem que a pessoa perceba. Reconhecer os primeiros sinais é essencial para investigar cedo e cuidar da audição.

Revisão médica especializada Leitura ~5 min
Resposta rápida

A perda auditiva é a redução da capacidade de ouvir, que pode afetar um ou os dois ouvidos e ter graus variados. Pode ser de condução (problema no ouvido externo/médio), neurossensorial (ouvido interno/nervo) ou mista. O diagnóstico é feito com exame clínico e testes audiológicos, e o tratamento depende da causa.

Primeiros sinais de perda auditiva

Pedir para repetir

Necessidade frequente de pedir que repitam o que foi dito.

Volume alto

Aumentar o volume da TV ou do celular além do habitual.

Ambientes ruidosos

Dificuldade de entender conversas em locais com barulho.

Zumbido

Percepção de apito ou chiado no ouvido pode acompanhar a perda.

Tipos de perda auditiva

Causas frequentes

Entre as causas estão o acúmulo de cera, infecções de ouvido, exposição a ruído, envelhecimento (presbiacusia), fatores genéticos e algumas condições do ouvido médio. A identificação correta orienta o tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação inclui o exame do ouvido e exames audiológicos, como a audiometria e a imitanciometria, entre outros. Conheça mais na página de saúde auditiva e exames.

Tratamento

O tratamento é definido conforme o tipo e a causa: pode envolver medidas clínicas, procedimentos cirúrgicos (como as cirurgias de ouvido) ou a indicação de aparelhos auditivos. O acompanhamento é importante para preservar a audição e a qualidade de vida.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre perda auditiva

Dificuldade para entender conversas em ambientes ruidosos, pedir para repetir com frequência, aumentar o volume da TV e ter a sensação de que as pessoas falam baixo estão entre os sinais iniciais mais comuns.

Sim. O tratamento depende do tipo e da causa e pode incluir medidas clínicas, cirúrgicas ou a indicação de aparelhos auditivos, sempre após avaliação e exames audiológicos.

Nem sempre. O zumbido pode acompanhar alterações auditivas, mas também pode ter outras origens. A avaliação com exames ajuda a esclarecer a causa e a orientar o cuidado.

Sim. A audição é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem. Sinais como falta de resposta a sons, atraso na fala ou dificuldades escolares merecem avaliação audiológica.

Sim. Se a via auditiva não receber a estimulação sonora correta, o córtex cerebral auditivo passa por uma privação sensorial, tornando a reabilitação mais difícil com o passar do tempo. A intervenção precoce preserva a capacidade cerebral de entender a fala.

Os aparelhos auditivos modernos são microprocessadores digitais personalizados que amplificam apenas as frequências que o paciente precisa, comprimindo ruídos incômodos e priorizando a clareza da voz humana.

Sim. O uso prolongado de fones de ouvido em volume alto, histórico familiar de otosclerose ou infecções recorrentes de ouvido podem antecipar a perda de frequências agudas em jovens e adultos em idade produtiva.

Sim. Estudos científicos internacionais demonstram que a perda auditiva não tratada é o principal fator de risco modificável para declínio cognitivo e demência em idosos, pois o isolamento e o esforço de escuta sobrecarregam o cérebro.

Nas perdas condutivas (como perfurações do tímpano ou otosclerose), procedimentos cirúrgicos como a timpanoplastia e a estapedectomia podem restaurar a audição. Nas perdas neurossensoriais, a reabilitação é feita por meio de aparelhos auditivos (AASI).

Adultos acima de 50 anos ou pessoas expostas a ruído ocupacional devem realizar uma audiometria de rotina anualmente ou a cada dois anos para monitoramento preventivo.

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Uma avaliação com exames audiológicos identifica o tipo e a causa da perda auditiva e orienta o melhor tratamento.

Dr. Michel Beluche · CRM-SP 111.959 · RQE 36.671
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